quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

AFINAL QUAL A MELHOR LOCALIZAÇÃO?!

Falou-se muito nos últimos tempos, sobre qual seria a melhor localização para a implantação de um Cluster comercial no Concelho de Loulé. No entanto as justificações nem sempre são fundamentadas com bases cientificas. Apesar de muitas justificações pessoais serem consideradas validas, disponibilizamos para os nossos leitores um estudo apresentado recentemente pela ANJE solicitado a uma empresa independente o qual emite uma opinião justificada em conceitos científicos e legalmente aceites.
Junto ao estudo está também opiniões e pareceres emitidos pelas principais associações empresariais do Algarve.

Passamos a apresentar na mesma página, com actualizações permanentes, noticias que vem nos principais sites e jornais sobre este tema.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

RESPOSTA EM CARTA ABERTA

Gostaria de dar resposta em carta aberta á entrevista que o Sr. Presidente da CML, deu ao Correio da Manhã do dia 26 de Março de 2008, em nome de uma consciência louletana, que anseia pela honestidade e frontalidade.
Resposta:

Acontece(u)Numa sociedade democrática e desenvolvida, compete a um autarca e, por maioria de razão, a um candidato anunciado para um novo ciclo de poder, explicar aos seus munícipes, o que acontece, o que aconteceu e o que acontecerá no concelho, se ele continuar na liderança.

Chame-se prestar contas ao aconteceu. Dir-se-ia que o acontece faz parte da campanha das autárquicas do próximo Outono. Quanto ao acontecerá, poderia e deveria ser a estratégia que o autarca pretende seguir para o desenvolvimento do concelho.

Em artigo de opinião publicada recentemente, num matutino nacional, o Sr. Presidente da Câmara de Loulé elogiou a agenda de eventos do Parque das Cidades. Seja com o verbo no passado ou no presente - aconteceu ou acontece - vale a pena os louletanos e, quiçá, os algarvios fazerem um exercício de memoria, essencial para se avaliar; 1.) a prestação de contas; 2.) a presente campanha; 3.) as opções futuras dos que querem liderar a câmara de Loulé.

Comecemos então pelo que aconteceu:

Aconteceu que há uns anos a Via do Infante foi projectada como a espinha dorsal, uma estrutura viária que se encarava como a âncora das acessibilidades, essencial ao desenvolvimento da nossa região.

Aconteceu que Loulé, pela sua centralidade, foi dotada de três nós de acesso a Via do Infante, sendo o principal e de maior movimento - o Nó Loulé Sul - o que faz a ligação ao Aeroporto/Faro, a Loulé, a Almancil e à orla costeira Quinta do Lago/Vale de Lobo.

Aconteceu que, anos depois, foi projectado o Parque das Cidades, também servido pelo referido nó, com diversas valências, estando agora a funcionar o Estádio do Algarve.

Aconteceu em todos os eventos importantes que atraiam espectadores de toda a região, haver gigantescos engarrafamentos, a transbordar pela Via do Infante, que de via rápida se transforma em lenta.

Aconteceu também que no Parque das Cidades foi projectado, e bem, dado o investimento publico da estrutura, o Hospital Central da Região, mais o Laboratório de Analises Regional (já construído).

Acontecerá que a maioria do trânsito das unidades de saúde vai também circular maioritariamente pelo Nó Sul de Loulé, o que dá acesso ao Parque das Cidades.

Acontecerá num futuro muito próximo (2012) a circulação de milhares de veículos - neles incluindo ambulâncias - que se deslocam de e para o Hospital Central, se vai juntar ao tráfego de e para aeroporto, nas partidas e chegadas dos turistas, e ainda as deslocações devido a actividade económica gerada nos concelhos de Loulé e Faro.

Acontecerá que a requalificação da EN 125, associada à construção da Circular Exterior de Faro, já em concurso publico, prevê a ligação à via Loulé/Faro próximo do Nó Loulé/Sul, ou mais exactamente o nó Hospital/Parque das Cidades/Aeroporto.

E entre o que aconteceu e o que acontecerá o que e que acontece? Acontece por tudo o que atrás foi dito, que este e o momento de o Sr. Presidente da Câmara de Loulé estar atento, e que seja capaz de conjugar o verbo acontecer no futuro, mas de forma a alertar os organismos nacionais como as Estradas de Portugal e a ANA, Aeroportos SA; as entidades regionais como a CCDR e o Turismo do Algarve, mas também as associações empresariais para o que acontecerá a curto prazo: o estrangulamento da principal porta de entrada viária do Algarve, se não se tomarem medidas que travem a destruição deste eixo central da regido. A entrada de Faro, em especial nas alturas festivas é um (mau) exemplo.

O que acontecerá à força centrifuga de Loulé (como diz o Sr. Presidente) quando os acessos forem difíceis e congestionados, porque faltou estratégia de desenvolvimento?

Os louletanos não querem ter de justificar aos netos, no futuro, que aconteceu a força centrifuga se ter transformado em centrípeta apesar dos estudos e dos meios disponíveis, para evitar essa situação.

acontece desenvolvimento quando há estratégia para construir o futuro que acontecerá. Sem isso, ficaremos a lamentar mais tarde o que aconteceu devido a decisões erradas.

Qual e a sua escolha. Sr. Presidente?

A Consciência Louletana